Há movimentos sutis no tabuleiro político catarinense que, embora discretos, indicam reposicionamentos importantes. Um deles é o nome do ex-prefeito de Brusque, Paulo Eccel, como possível candidato ao governo do estado pelo PT. Isso surge em meio à aparente divisão na direita, com a possibilidade de haver mais de duas candidaturas competitivas ao Senado em 2026, o tende a fortalecer Decio Lima para a disputa a uma das duas cadeiras ao Senado. Entre nomes da direita que podem ir à disputa estão Caroline de Toni, Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin.
A situação, se confirmada, tende a abrir espaço para manobras estratégicas do PT. Décio Lima, nome consolidado e experimentado pelo PT no estado, pode ir para buscar uma das duas vagas obrigaria o partido a “sacrificar” uma candidatura ao governo. E é aí que Eccel entra em cena.
Com pré-candidatura bem alinhada para deputado estadual, Eccel me disse que uma pesquisa interna recente testou seu nome e o do deputado estadual Fabiano da Luz. O do ex-prefeito de Brusqueteria largado com certa vantagem. Eccel adota cautela e diz que “ainda não há nada definido”.
Cedenir Simon, que foi candidato a prefeito de Brusque em 2024, confirma o burburinho e reforça que “surgiu essa possibilidade, mas o foco de Eccel ainda é a candidatura a deputado”. É o tipo de frase que, em política, mais indica do que nega — sobretudo quando dita em meio a cálculos eleitorais de médio prazo.
Depois de quatro candidaturas de Décio Lima, sendo a última com chegada ao segundo turno, há dentro do partido um consenso tácito de que é hora de oxigenar a liderança estadual.
A direita, por sua vez, parece viver o oposto: excesso de nomes e escassez de unidade. A multiplicação de candidaturas é um risco claro de dispersão. E num cenário de divisão conservadora,
um nome de centro-esquerda bem posicionado, pode se tornar competitivo — sobretudo se houver uma candidatura presidencial polarizadora que mobilize os extremos, acreditam figuras do grupo que ouvi.
O fato é que o jogo começou. Ainda longe das convenções, mas suficientemente perto para que as peças comecem a se mover.
Figuras ligado às ao PT acreditam que essa divisão na direita pode fortalecer sim a possibilidade de o PT voltar a ter uma cadeira no Senado. A última delas foi com Ideli Salvatti, no início d9s anos 2000. Depois disso o partido amargou fracassos em candidaturas para o Senado. O mais próximo que se chegou foi com Claudio Vignatti que hoje não faz mais parte da legenda e pontuou mais de um milhão de votos mas não chegou o ao suficiente para conquistar a cadeira.