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Visconti e Foppa estão a caminho do Republicanos

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Por Valdomiro da Motta

Em 21/Jan/2026 13:11

O Republicanos de Brusque parece ter entrado oficialmente no modo “pré-campanha”. A reunião desta terça-feira entre o empresário Danilo Visconti, o pastor Marcus Foppa e o presidente estadual do partido,  o deputado federal Jorge Goetten, não foi apenas um encontro protocolar. Foi um recado claro ao meio político: a sigla quer musculatura eleitoral e está disposta a abrir espaço para nomes com potencial de voto — ainda que isso signifique administrar conflitos internos. Os encontros de ambos foram organizados pelo presidente municipal do Republicanos, o advogado Cláudio Adão Pereira. 

Visconti, que deixou o PL quase tão rápido quanto entrou, segue sua peregrinação partidária em busca de um abrigo competitivo. Agora, mira o Republicanos com possibilidade de disputar tanto a Assembleia Legislativa quanto a Câmara Federal. Não é pouca coisa. Em 2024, mesmo ficando em quarto lugar na disputa pela Prefeitura de Brusque, mostrou capacidade de mobilização e construiu uma base fiel, especialmente nas redes sociais.
 
Do outro lado está Marcus Foppa, que vem trabalhando silenciosamente — e estrategicamente — sua pré-candidatura a deputado estadual. Sem partido, mas longe de estar politicamente isolado, o pastor construiu uma ponte direta com Brasília. A proximidade com a senadora Damares Alves pesa, e pesa muito. Dentro do Republicanos, e de qualquer legenda, esse tipo de aval costuma abrir portas.
 
O problema, como sempre, não está na chegada, mas na acomodação. Caso Visconti e Foppa assinem a ficha, o Republicanos terá dois nomes fortes disputando o mesmo espaço estadual, enquanto já há definição para a corrida federal com Jean Dalmolin. Ou seja: a legenda vai precisar decidir se quer crescimento organizado ou um “salve-se quem puder” eleitoral.
 
E há um ingrediente ainda mais sensível nessa equação: o impacto no relacionamento com a Prefeitura. A entrada de Visconti praticamente sela o divórcio político entre Republicanos e o governo André Vechi. O empresário é desafeto declarado do prefeito.
 
Foppa, por sua vez, lidera um grupo que tem feito críticas constantes à atual gestão. Juntos, eles formam um núcleo oposicionista dentro de um partido que até pouco tempo buscava manter algum grau de diálogo institucional.
 
No fim das contas, o Republicanos pode estar diante de uma escolha estratégica: seguir como coadjuvante confortável no cenário local ou assumir o risco de virar protagonista — mesmo que isso traga turbulência interna.
 
Uma coisa é certa: se Visconti e Foppa confirmarem filiação, a disputa dentro do partido não será silenciosa. E Brusque, mais uma vez, vai assistir a uma eleição que começou bem antes do calendário oficial.
 
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